Triatlo

Por: Hilton Lopes (Coordenador de Paratriatlo da Confederação Brasileira de Triatlo)

 
Como é disputado

 

Esta modalidade une natação, ciclismo e corrida em uma mesma disputa. As provas são disputadas na ordem citada, sem intervalos entre as modalidades.


A metragem oficial do Triatlo Paralímpico é o Sprint, onde os atletas nadam 750 metros, pedalam 20 Km e correm 5 km.


Outras metragens e variáveis do Triatlo existem, com disputas nacionais e internacionais, como o Longa Distância, o Duathlon, modalidade que envolve o ciclismo e corrida e o Aquathlon, que envolve natação e corrida, ótima maneira de atletas iniciarem na modalidade.

 

Quem pode praticar?

 

Deficientes visuais, amputados, paralisados cerebrais, lesados medulares, entre outras deficiências físicas.

 

A classificação na modalidade

A União Internacional de Triatlo – ITU adota 6 categorias em seus sistemas de classificação funcional:

 

PTWC: USUÁRIO DE CADEIRA DE RODAS

 

Existem duas sub-classes, PTWC1 (mais comprometidos) e PTWC2 (menos comprometidos). Esse comprometimento pode ser uma consequência de carência de força muscular, deficiência nos membros, hipertonia, ataxia ou atetose, entre outras condições. Podem fazer parte desse grupo, por exemplo, pessoas com lesão na medula espinhal, amputados acima do joelho ou pessoas com paralisia cerebral grave. Para se enquadrar nessa categoria, os atletas devem ter uma pontuação de até 640,0 pontos na avaliação de classificação.


Após a natação, os atletas devem utilizar uma handcycle para o percurso do ciclismo e uma cadeira de rodas de corrida para concluir a última etapa.

 

PTS2: DEFICIÊNCIAS GRAVES

Inclui atletas com deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outras condições. Podem fazer parte desse grupo, por exemplo, pessoas com lesão do plexo braquial, amputados acima do cotovelo, dupla amputação abaixo do joelho e pessoas com paralisia cerebral severa. Para se enquadrar nessa categoria, os atletas devem ter uma pontuação de até 909,9 pontos na avaliação de classificação.


Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.


PTS3: DEFICIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS


Inclui atletas com deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outras condições. Podem fazer parte desse grupo, por exemplo, pessoas com lesão do plexo braquial, amputados acima do cotovelo, dupla amputação abaixo do joelho e paralisia cerebral leve. Se enquadram nessa categoria os atletas que obtiverem uma pontuação entre 910,0 e 979,9 pontos na avaliação de classificação.


Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.


PTS4: DEFICIÊNCIAS MODERADAS


Inclui atletas com deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outras condições. Podem fazer parte desse grupo, por exemplo, amputados abaixo joelho, amputado abaixo do cotovelo e paralisia cerebral leve. Se enquadram nesta categoria os atletas que obtiverem uma pontuação entre 980,0 e 1091,9 pontos na avaliação de classificação.


Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.


PTS5: DEFICIÊNCIAS LEVES


Inclui atletas com deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outras condições. Podem fazer parte desse grupo, por exemplo amputados abaixo joelho, amputados abaixo do cotovelo e paralisia cerebral leve. Se enquadram nesta categoria os atletas que obtiverem uma pontuação entre 1092,0 e 1211,9 pontos na avaliação de classificação.


Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.


PTVI: DEFICIÊNCIAS VISUAL TOTAL OU PARCIAL


Existem três sub-classes: PTVI1, PTVI22 e PTVI3. Inclui atletas que são totalmente cegos, pessoas com nenhuma percepção de luz em qualquer olho, atletas com percepção de luz mínima (PTVI-B1) e atletas com visão parcial (B2, B3). Um guia é obrigatório durante toda a prova, sendo que nas etapas de natação e corrida a dupla é unida por uma corda (não elástica) – amarrados pela cintura ou perna na água e segurando uma ponta cada um na corrida -, enquanto no percurso de ciclismo a dupla deve utilizar uma bicicleta tandem (com dois assentos).
 

A modalidade no Brasil

 

O triatlo é gerido nacionalmente pela Confederação Brasileira de Triathlon. Mais informações em www.cbtri.org.br.

 

O Triatlo Brasileiro nos Jogos Paralímpicos

 

O Brasil nunca conquistou uma medalha na modalidade.

Regras Oficiais (em inglês) - clique aqui
Descrição da Modalidade

Gasto Calórico

Impacto

Contato entre Competidores

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