Tiro Esportivo

Por: Felipe Ernest Bretas (ex-coordenador da modalidade no Comitê Paralímpico Brasileiro)

Como é disputado

 

O Tiro Esportivo é um esporte que exige um alto grau de controle emocional, muita concentração e precisão quase perfeita. A versão para deficientes deste esporte teve sua estreia em Jogos Paralímpicos de 1976, em Toronto, Canadá. 

 

A entidade que administra a modalidade no mundo é o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) por intermédio do World Shooting Para Sport Technical Committee (WSPS), uma espécie de coordenação interna especializada.

 

Os atletas que praticam essa modalidade disputam provas com as seguintes armas: pistola (pistol) ou carabina (rifle) ou espingarda (shotgun) em distâncias de 10m, 25m e 50m. Ao optar por uma dessas armas, as disputas podem ser exclusivas para homens, exclusivas para mulheres ou mistas. Das 13 provas que atualmente fazem parte programa paralímpico, 7 são para ambos os gêneros, 3 só para homens e 3 só para mulheres. 

 

Em uma competição, todos os atletas inscritos na prova possuem uma série de tiros com a mesma quantidade e tempo de execução. Cada prova tem um tempo e quantidade de tiros específicos e o objetivo é acertar o alvo no seu centro (na mosca ou, em inglês, bullseye) a maior quantidade de vezes possível (em algumas provas o centro é subdividido em casas decimais, sendo o 10.9 a pontuação máxima em cada tiro). Ao final da série qualificatória, os 8 melhores atletas avançam para a fase final, mas sem herdar qualquer pontuação ou vantagem que possa ter obtido na primeira fase. Zeradas as pontuações, os finalistas avançam na fase final e, ao longo da disputa, os atletas que menos pontuam vão sendo eliminados até que reste os dois últimos para a disputa da medalha de ouro. 

Quem pode praticar?

 

Amputados, paralisados cerebrais, lesados medulares, entre outras deficiências físicas.

 

A classificação na modalidade

 

No Tiro Esportivo, as classes funcionais dos atletas estão relacionadas à arma praticada: Para pistola a classe é a SH1 (para atletas com limitações de membro superior e inferior). Nas provas de carabina para deficientes físicos as classes são SH1 (para atletas com limitação nos membros inferiores) e SH2 (para atletas com limitação nos membros superiores que necessitam de aparatos específicos para o suporte da arma e que podem ou não estar combinados com limitação de membros inferiores). A última divisão de classes está relacionada à espingarda, cujas classes são SG-S (para usuários de cadeira de rodas com pouco equilíbrio ou estabilidade de tronco, mas sem comprometimento dos membros superiores. Todos competem sentados), SG-L (para atletas com baixo comprometimento nos membros inferiores e sem comprometimento dos superiores. Todos competem em pé) e SG-U (para atletas com comprometimento apenas no membro superior não dominante). 

 

Apenas as categorias SH1 e SH2 para pistola e carabina fazem parte do programa dos Jogos Paralímpicos de verão. As classes de espingarda já integram o programa do Campeonato Mundial.

A modalidade no Brasil

 

O tiro esportivo é gerido nacionalmente pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, que atua também como confederação desta modalidade. Mais informações em www.cpb.org.br.

 

O Atletismo Brasileiro nos Jogos Paralímpicos

 

O Brasil nunca conquistou uma medalha nesta modalidade.

Regras Oficiais (em inglês) - clique aqui
Descrição da Modalidade

Gasto Calórico

Impacto

Contato entre Competidores

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